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Logs de CGNAT

Para que serve

A tela Logs de CGNAT resolve a pergunta clássica de quem opera CGNAT em provedor: quem estava por trás de um IP público em um determinado horário? Ela faz o caminho nos dois sentidos — de IP público para o bloco/assinante e de IP do assinante (privado) para o IP público — e ainda mostra o log de conexões (origem, destino, portas, proto, bytes e horário) reconstruído a partir do flow (NetFlow/IPFIX) exportado pelo roteador.

O grande diferencial é que o Sentinela não depende de log de NAT do roteador. Ele importa as regras src-nat do Mikrotik (CGNAT determinístico) via SSH e monta um mapa em memória que liga cada IP público a um bloco privado (tipicamente um /27). Com esse mapa, a resolução público↔assinante é instantânea e sem precisar guardar milhões de linhas de log de conexão.

Importante: só funciona para CGNAT determinístico (o bloco privado é sempre mapeado para o mesmo IP público). Se o seu NAT usa pool dinâmico/PBA sem regra fixa por bloco, o mapeamento não é reconstruível por aqui.

Requisitos

Seções e campos

1. Origem (CGNAT)

Lista de dispositivos marcados como CGNAT. Ao selecionar um, a tela dispara automaticamente uma checagem de saúde (linha de status logo abaixo) que mostra dois indicadores:

Como funciona a sincronização: na primeira consulta de um dispositivo sem pools, o Sentinela conecta por SSH, lê as regras src-nat, extrai cada par src-address=<bloco>to-addresses=<IP público> e grava os blocos. Depois disso o mapa fica em cache e as consultas são instantâneas. Reimportar é necessário sempre que você mudar as regras de NAT no roteador (novo bloco, remanejamento de IP público etc.).

2. Intervalo

Botão de janela de tempo (🕐). Abre um seletor com presets (Último 1 minuto até Últimas 24 horas) e um bloco de Intervalo personalizado com campos De e Até (data e hora, com segundos). Para investigações legais/abuso, use o personalizado e informe exatamente o horário do evento — o CGNAT reaproveita o mesmo IP público entre vários assinantes, então o horário é o que distingue quem estava usando.

3. Público / Privado

Seletor do sentido da consulta:

4. Campos da pesquisa

CampoUso
IP público / IP do assinanteObrigatório. O IP a resolver (conforme o modo escolhido).
Porta (opcional)Filtra pela porta da conexão — casa tanto porta de origem (assinante) quanto porta de destino. Atenção: não é a porta pública do NAT — essa não vem no flow do Mikrotik.
Destino (opcional)IP do servidor acessado. Útil para confirmar acesso a um destino específico (ex.: o IP citado numa denúncia).
ResultadosLimite de linhas retornadas (padrão 200; faixa de 1 a 5000).

Botão 🔎 Pesquisar executa a consulta. Enter nos campos IP e Destino também dispara a pesquisa.

5. Log de conexões

Tabela com o resultado, ordenada por volume (bytes) decrescente. Colunas:

A barra de status acima mostra o resumo: nº de conexões, o bloco (CIDR) resolvido e o IP público. O botão ⬇ Exportar CSV baixa o resultado atual (arquivo cgnat.csv) com as colunas completas — ideal para anexar a resposta de denúncia/ofício.

Passo a passo — investigar um IP público

  1. Selecione a Origem (CGNAT) correspondente ao roteador que faz o NAT.
  2. Confira a linha de status: flow ativo e mapeamento com blocos. Se o mapeamento estiver vazio, garanta o SSH e reselecione a origem para sincronizar.
  3. Ajuste o Intervalo para o horário exato do evento (use o personalizado).
  4. Deixe o modo em 🌐 Público e informe o IP público denunciado.
  5. (Opcional) informe o Destino e/ou a Porta para restringir.
  6. Clique em Pesquisar. A tabela mostra os assinantes (IP privado) que usaram aquele IP público naquele período; o resumo traz o bloco resolvido.
  7. Exporte em CSV se precisar do registro.

Passo a passo — do assinante para o IP público

  1. Selecione a Origem e ajuste o Intervalo.
  2. Mude para o modo 🛡 Privado.
  3. Informe o IP do assinante (faixa CGNAT, ex.: 100.64.x.x).
  4. Pesquise: o resumo mostra o IP público correspondente e a tabela lista as conexões daquele cliente.

Dicas e avisos