Adicionar dispositivo
Para que serve
Esta tela integra um equipamento ao Sentinela e liga, em um único cadastro, tudo que você quer monitorar nele: Flow (tráfego), SNMP (saúde), SSH, CGNAT, ICMP (sites) e BGP. Cada bloco de monitoramento tem um interruptor Habilitar — ao marcar, os campos daquele bloco aparecem. A mesma tela é usada para editar um dispositivo já existente.
Botões de teste: quase todo bloco tem um botão de teste (Ping, Testar SNMP, Testar Flow, Testar SSH, Testar sessão BGP) que valida a conexão na hora, sem precisar salvar. Quando o teste falha, o Sentinela costuma gerar o comando pronto para você colar no equipamento (Mikrotik/Huawei).
Identificação
- Nome: como o equipamento aparece na lista (ex.:
Borda-01). Obrigatório. - Comentário: texto livre opcional.
- IP ou domínio: endereço de gerência (ex.:
10.0.0.1) ou um domínio (www.site.com). O botão 📡 Ping testa se o alvo responde a ICMP na hora. Este endereço é reaproveitado pelos testes de SNMP, Flow, SSH e como alvo do monitoramento ICMP. - Fabricante: Mikrotik (RouterOS), Huawei, Genérico ou Site / Destino (ICMP). Define o formato dos comandos gerados nos testes. Um teste de SNMP bem-sucedido pode autodetectar o fabricante.
- Grupo: a pasta onde o dispositivo vai aparecer na lista (ou Sem grupo).
Saúde (SNMP)
Coleta de estado por SNMP (CPU, tráfego por interface, status). Campos:
- Versão:
v2c,v1ouv3. Ao escolher v3, o campo Comunidade some e aparecem Usuário, Senha de autenticação e Senha de criptografia (opcional). - Porta: padrão
161. - Comunidade: string de leitura (padrão
public) — só em v1/v2c.
⚡ Testar SNMP: consulta o equipamento; se conseguir, mostra o fabricante e o sysDescr. Se falhar, o Sentinela exibe o comando pronto para habilitar o SNMP no equipamento (com o IP do Sentinela já liberado no ACL) e um botão 📋 Copiar.
🔍 Descobrir IP de origem: aparece quando o teste dá timeout, o fabricante é Mikrotik e há usuário SSH preenchido. Ele usa o SSH para criar uma regra de log temporária, sondar e descobrir por qual IP de origem (NAT) o equipamento vê o Sentinela — útil quando há NAT no caminho — e já inclui esse IP no comando de liberação.
📊 Template de monitoramento: pré-seleciona um conjunto de sensores. Depois de salvar, os sensores são escolhidos em Monitoramento → Dispositivos SNMP → Sensores.
Tráfego (Flow)
Recepção de NetFlow/IPFIX/sFlow exportado pelo equipamento.
- Tipo: IPFIX, NetFlow v9 ou sFlow.
- Porta: UDP onde o Sentinela escuta (padrão
2055). - Amostragem (1:N, 0 = sem): precisa bater exatamente com o sampling configurado no roteador. Se não bater, os volumes saem multiplicados errado.
- Buffer (bytes): tamanho do buffer de recepção (padrão
67108864, 64 MB). - Compressão: LZ4 (ultra rápido, padrão), ZSTD (mais compacto) ou Sem compressão.
- Máx. dias / Tamanho máx. (GB) / Margem (%): controlam a retenção e o teto de disco por dispositivo. Ao atingir a margem, dados antigos são descartados.
⚡ Testar Flow: verifica se há fluxos chegando (conta os últimos 5 minutos). Se estiver chegando de um IP diferente do informado, oferece o botão Usar IP detectado. Se não chegar nada, gera o comando de export pronto para o fabricante.
Configurações SSH
Acesso SSH ao equipamento, usado por recursos como a descoberta de NAT do SNMP e a importação de regras de CGNAT.
- Host (autopreenchido com o IP de gerência até você editar), Usuário, Senha (com botão 👁 para mostrar/ocultar) e Porta (padrão
22). - ⚡ Testar SSH: tenta autenticar e confirma se a conexão sobe.
Log de CGNAT
Indica que o roteador exportará logs de CGNAT para o Sentinela resolver IP público ↔ assinante. Escolha a estratégia do equipamento:
- Alocação de bloco de portas (PBA): aloca faixas de portas por assinante; loga apenas ao reservar/liberar um bloco. Otimizado para larga escala.
- CGNAT determinístico: mapeamento algorítmico (fórmula fixa) entre IPs internos e faixas de portas públicas — elimina logs por sessão.
- CGNAT dinâmico (NAPT): tradução por sessão; cada conexão gera um registro. Gera alto volume de logs.
ICMP / QoS (Sites)
Monitora o alvo por ping, medindo latência, perda de pacotes e jitter, além de acompanhar a rota (traceroute). Ideal para sites/destinos sem SNMP. Usa o IP ou domínio preenchido na Identificação como alvo — não precisa de mais nada.
🔀 Roteamento BGP
Estabelece peering BGP com o roteador para receber a tabela de rotas (alimenta o Looking Glass) e anunciar regras FlowSpec de mitigação de ataques.
- Habilitar Par IPv4 / IPv6 e os respectivos endereços remotos.
- AS Remoto: o ASN do roteador.
- Limite de rotas FlowSpec IPv4: teto de regras (padrão
8000). - Habilitar FlowSpec IPv4 e Habilitar eBGP Multihop.
🔀 Testar sessão BGP: checa se a porta TCP 179 do roteador está acessível e o estado da sessão. Se necessário, gera o comando de peering pronto para Huawei (VRP) e Mikrotik (RouterOS v7). O vizinho configurado no roteador deve ser o IP do Sentinela (mostrado na tela); libere a TCP 179 no firewall/ACL. Para o peering subir, seu AS local precisa estar definido em Licença → Proprietário.
⚠️ Aviso: BGP e FlowSpec afetam o tráfego real da sua rede. Anúncios FlowSpec/RTBH podem descartar ou redirecionar tráfego de produção. Configure o peering com route-policy que só recebe rotas (não anuncia) até ter certeza, e revise os limites antes de habilitar a mitigação automática.
Salvar
Ao final, clique em Salvar dispositivo (ou Salvar alterações na edição). Cancelar volta para a lista sem gravar. Só os blocos com Habilitar marcado passam a ser monitorados.